A LOGO reiterou ontem os objectivos previstos para 2010, depois de ter terminado o primeiro ano de actividade com um total de 30 mil clientes contra os 20 mil previstos.A seguradora low cost do Grupo Espírito Santo, que comemora um ano de actividade, adiantou em comunicado que o valor total da carteira é de 4,1 milhões de euros em prémios emitidos.No próximo ano, a Logo pretende atingir um total de 100 mil clientes e 20% de quota de mercado. A seguradora adianta que a maioria dos clientes (70%) vêm do canal tradicional e 40% aderem à Logo através da Internet. Este ano, a empresa “espera manter a performance, consolidando e mantendo o ritmo de crescimento de 2008, cuja tendência se tem revelado cada vez maior”. A seguradora, que disponibiliza serviços e produtos não vida exclusivamente através da internet e telefone, inicia esta semana uma campanha publicitária centrada na “simplicidade e poupança”. A Logo foi criada em Janeiro de 2008 com um investimento de 15 milhões de euros.
O número de processos abertos pelo Fundo de Garantia Automóvel (FGA) no primeiro semestre deste ano desceu 6,4%, o que leva os responsáveis do fundo gerido pelo Instituto de Seguros de Portugal a acreditar que o número de veículos a circular sem seguro poderá estar a diminuir. O Fundo de Garantia Automóvel assegura o pagamento das indemnizações devidas às vítimas de acidentes provocados por viaturas sem seguro válido, beneficiando, no entanto, do direito de regresso junto dos condutores responsáveis.
Nos primeiros seis meses deste ano foram abertos 2.698 processos de acidentes envolvendo viaturas sem seguro, menos 186 que os 2.884 abertos em igual período do ano passado.
Entre Janeiro e Junho deste ano, o FGA pagou quase 13,7 milhões de euros em indemnizações a vítimas de acidentes com carros sem seguro.
Os números de processos abertos pelo FGA dizem respeito a viaturas sem seguro envolvidas em acidentes, não sendo possível contabilizar o número de veículos que circulará nas estradas portuguesas sem seguro. No entanto, o FGA acredita que a redução do número de acidentes com veículos sem seguro poderá ser um indicador de uma efectiva diminuição da condução sem seguro. O FGA aponta a redução da sinistralidade rodoviária como um dos factores determinantes para este resultado, a que se juntam o maior controlo policial e as várias campanhas de sensibilização de condutores levadas a cabo pelo próprio fundo, em parceria com a Guarda Nacional de Republicana.
As companhias de seguros vão sifrer alterações significativas ao nivel das indemnizações a pagar. Os rendimentos do sinistrado entram para o cálculo das indemnizações e as seguradoras terão de apresentar propostas razoáveis.
A PARTIR de 1 de Julho entra em vigor o novo modelo de Declaração Amigável de Acidente Automóvel (DAAA), que deverá ser utilizado para a participação de sinistros automóveis às companhias de sinistros seguros.
A criação de um novo modelo de impresso surge na sequência da entrada em vigor da nova legislação sobre a regularização de sinistros do ramo automóvel, no âmbito do decreto-lei n.º 291/2007, de 21 de Agosto.
As seguradoras estão agora obrigadas a cumprir um calendário mais apertado de regularização de sinistros, que as obriga, por exemplo, a contactar o sinistrado em 24 horas, tenha sido entregue declaração amigável de acidente.
Por isso mesmo, o novo impresso solicita o preenchimento de informação mais detalhada relativamente aos contactos do sinistrado.
Depois de regulamentar o diploma, o Instituto de Seguros de Portugal definiu o novo modelo de impresso para participação de sinistros e adaptou-o às novas disposições legais, passando a ser utilizado já a partir de 1 de Julho.
Todos os segurados poderão solicitar os novos impressos junto das suas seguradoras ou mediadores, embora possam continuar a usar as actuais declarações para participar sinistros. Nesses casos, é provável que a companhia peça ao segurado que forneça adicionalmente os dados que os novos impressos já solicitam.